Publicação mensal sobre Relações Internacionais

Tag: Instituições

Partidos políticos na Europa: quando o todo não é a soma das partes

Partidos políticos na Europa: quando o todo não é a soma das partes

Mariana Meneses, Rodrigo Barros de Albuquerque
Por Mariana Meneses* Rodrigo Albuquerque** O princípio da proporcionalidade, que rege o sistema pelo qual os assentos no Parlamento Europeu são ocupados, garante representação diferenciada para cada um dos 28 países membros da União Europeia. Assim, os cinco países com maiores números de assentos no PE, a saber, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Espanha, detêm 370 assentos, ou 49,27% do total (EUROPEAN PARLIAMENT, 2016). Tais assentos são designados a candidatos filiados ou não a partidos europeus, que, por sua vez, contêm partidos nacionais a eles ligados. A tabela a seguir ilustra o grau de representatividade dos partidos europeus, através do número de assentos conquistados nas eleições de 2009 e 2014: Fonte: EUROPARL Percebe-se que o Partido Popular Europeu esteve nos dois
O regional e o Global: o papel da integração regional para a Política Externa Brasileira diante das mudanças políticas domésticas

O regional e o Global: o papel da integração regional para a Política Externa Brasileira diante das mudanças políticas domésticas

Elton Gomes dos Reis
Por Elton Gomes dos Reis* Um dos maiores óbices para PEB, a  crise política doméstica e a subsequente paralisia administrativa,  parece estar chegando ao seu termo. A despeito da grande polarização entre os grupos governistas e pró-impeachment,  o funcionamento das instituições e a aplicação das normas constitucionais em vigor conduziu ao afastamento temporário da presidente Rousseff, dando posse interina ao vice e ensejando um novo momento para a condução das relações exteriores do país . Em outro artigo, fizemos referência aos os desafios da PEB sob a administração que pode estar se findando precocemente, mostrando que ela se deparava com dificuldades domésticas e internacionais consideráveis. Um dos pontos mais relevantes dizia respeito ao “esvaziamento” da estratégia de hegemonia c
Democracia e Integração Regional: o Controverso Papel da Comissão Européia – parte 1

Democracia e Integração Regional: o Controverso Papel da Comissão Européia – parte 1

Cinthia Campos
Por Cinthia Campos* A crescente complexidade do processo decisório europeu, bem como seu arranjo institucional próprio, permite afirmar com segurança que a União Européia (UE) se configura como um caso sui generis na literatura, dificilmente comparável a outros fenômenos políticos presentes na realidade. Ao passo que não se caracteriza como uma confederação de Estados, tendo em vista que há áreas temáticas de competência exclusiva da União, a UE também não é uma federação aos moldes de um Estado-nação moderno, pois além de não ter uma Constituição formal, possui diversas matérias que ainda pertencem à jurisdição isolada dos governos nacionais. De fato, o grau de centralização decisória da UE é de difícil mensuração e pouco comparável a outros casos.  Ao lado do Conselho de Ministros e