Publicação mensal sobre Relações Internacionais

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Vítor Barreto Canoves

Ascensão chinesa e o papel dos Estados Unidos: deep engagement ou offshore balancing?

Ascensão chinesa e o papel dos Estados Unidos: deep engagement ou offshore balancing?

Rafael de Moraes Baldrighi, Vítor Barreto Canoves
Por Rafael de Moraes Baldrighi* Vítor Barreto Canoves** Ao longo dos últimos cem anos, a grande estratégia dos Estados Unidos para conter potências que buscavam hegemonia regional caracterizou-se pela intervenção direta, o deep engagement (MONTGOMERY, 2014). São exemplos os casos da Alemanha de Guilherme II, na Primeira Guerra Mundial, bem como a Alemanha Nazista e o Japão Imperial, durante a Segunda Guerra, e, ainda, contra a União Soviética, na Guerra Fria (MEARSHEIMER, 2001). A situação atual dos Estados Unidos difere-se dos anteriores. Como a grande potência em um mundo unipolar no imediato pós-Guerra Fria, pós-atentados de 11 de setembro, com guerras dispendiosas no oriente médio e com a opinião pública questionando a grande estratégia de deep engagement, os Estados Unidos, agora,