Publicação mensal sobre Relações Internacionais

Rafael de Moraes Baldrighi

A Indústria de Defesa indiana como projeção de poder global?

A Indústria de Defesa indiana como projeção de poder global?

Júlia Gubert Tártaro, Marina Araújo Fontes, Matheus Macedo Lima Porto, Rafael de Moraes Baldrighi, Tárcia Rafaela Gomes Bezerra, Vítor Barreto Canoves
Por Marina Araújo Fontes* Rafael de Moraes Baldrighi** Matheus Macedo Lima Porto*** Tárcia Rafaela Gomes Bezerra**** Júlia Gubert Tártaro***** Vitor Barreto Canoves****** De acordo com Kaplan, “a Índia é uma potência regional enquanto permanecer encurralada pela sua própria geografia; e será uma grande potência se conseguir transcendê-la” (KAPLAN, 2013, p. 259). A afirmação refere-se ao fato de que a Índia e o subcontinente indiano (incluindo a porção oriental do Paquistão, Bangladesh, Butão, Nepal, Sri Lanka e parte de Mianmar) encontram-se isolados: a Leste, as montanhas e as densas florestas da fronteira entre a Índia e Mianmar; a oeste os desertos de Makran e do Baluchistão e o Indocuche; ao norte, o Indocuche, o Caracórum e o Himalaia e; ao sul, o Oceano Índico. Assim, exceto
BRICS e o Futuro da Ordem Global: uma palestra de Oliver Stuenkel

BRICS e o Futuro da Ordem Global: uma palestra de Oliver Stuenkel

Ian Rebouças Batista, Rafael de Moraes Baldrighi
Relato por Ian Rebouças Batista* Rafael de Moraes Baldrighi** Na oportunidade do IV Seminário Internacional de Relações Internacionais (SIRI), realizado em junho na Universidade Federal de Sergipe (UFS), Oliver Stuenkel ministrou uma palestra de lançamento de seu mais novo livro, “BRICS e o Futuro da Ordem Global” (Editora Paz e Terra, 2017). Este texto busca relatar os principais pontos levantados pelo autor durante sua fala, que introduz a temática encontrada no livro. Cumprindo a função de primeira grande publicação que trata exclusivamente dos BRICS, a discussão do livro, para além de apresentar o histórico de aproximação e de formação do grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foca nas perspectivas futuras para o bloco em uma conjuntura pós década de bonan
Ascensão chinesa e o papel dos Estados Unidos: deep engagement ou offshore balancing?

Ascensão chinesa e o papel dos Estados Unidos: deep engagement ou offshore balancing?

Rafael de Moraes Baldrighi, Vítor Barreto Canoves
Por Rafael de Moraes Baldrighi* Vítor Barreto Canoves** Ao longo dos últimos cem anos, a grande estratégia dos Estados Unidos para conter potências que buscavam hegemonia regional caracterizou-se pela intervenção direta, o deep engagement (MONTGOMERY, 2014). São exemplos os casos da Alemanha de Guilherme II, na Primeira Guerra Mundial, bem como a Alemanha Nazista e o Japão Imperial, durante a Segunda Guerra, e, ainda, contra a União Soviética, na Guerra Fria (MEARSHEIMER, 2001). A situação atual dos Estados Unidos difere-se dos anteriores. Como a grande potência em um mundo unipolar no imediato pós-Guerra Fria, pós-atentados de 11 de setembro, com guerras dispendiosas no oriente médio e com a opinião pública questionando a grande estratégia de deep engagement, os Estados Unidos, agora,