Publicação mensal sobre Relações Internacionais

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Murilo Mesquita

Doutorando em Ciência Política (UFPE), Mestre e Bacharel em Relações Internacionais (UEPB), Graduado em História (UFPB), Graduando em Direito (UFPB).

Feminismos e Relações Internacionais: uma generificação conceitual*

Feminismos e Relações Internacionais: uma generificação conceitual*

Murilo Mesquita
Por Murilo Mesquita** As teorias feministas, no campo de estudo em Relações Internacionais, se expandem desde 1990, de modo que se tornam cada vez mais evidentes. Essa proliferação se dá a partir da tentativa de romper com noções masculinizadas de conceitos centrais a esse campo de estudo, tais como Estado, segurança e guerra. Essas abordagens buscam introduzir a noção de gênero como chave-explicativa para entender as relações de poder da cena internacional (TRUE, 2005). Com esta tomada de posição, as teorias feministas, junto às abordagens pós-modernas, construtivistas e da teoria crítica, contestam o poder e a produção de conhecimento das escolas que fazem parte do mainstream teórico das Relações Internacionais (RI). Esse mainstream teórico, ou como denominam as abordagens feministas