Publicação mensal sobre Relações Internacionais

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Irene Rodrigues Gois

Graduanda em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Sergipe, membro do Centro de Estudos Internacionais (CEI/UFS).

O déficit democrático europeu: a atuação parlamentar e a promoção da identidade europeia (2)

Irene Rodrigues Gois
Por Irene Rodrigues* Desde o tratado de Maastricht, em 1992, que resultou em um maior aprofundamento do processo de integração na União Europeia, começaram os debates em função do déficit democrático. A questão em foco era como garantir a participação geral de todos os Estados membros e que não houvessem disparidade representativas entre os antigos membros e os membros ingressantes, assim como entre os países mais poderosos e os mais fracos. Questionava-se em função do pouco entendimento sobre os processos de decisão política que os cidadãos possuem, mostrados através dos referendos negativos, recusando inúmeros projetos introduzidos pela União que foram reelegidos por voto popular, significando uma discrepância de interesses entre os cidadãos Europeus e a EU, como o Tratado de Nice na
O déficit democrático europeu: a atuação parlamentar e a promoção da identidade europeia (1)

O déficit democrático europeu: a atuação parlamentar e a promoção da identidade europeia (1)

Irene Rodrigues Gois
Por Irene Rodrigues* A União Europeia, ao consolidar-se como um processo de integração fundou suas bases em uma democracia que defendia o princípio de que seus Estados eram livres para desempenhar e planejar seus governos de acordo com seus desejos. E, logo, para garantir um melhor funcionamento, em função das divergências que eram constituídos, o bloco procurou firmar suas características em princípios como participação política, accountability, transparência e igualdade. Essas características, portanto, seriam levadas em conta ao implementar e monitorar políticas e programas, adotando a representação como forma de equilibrar as diferentes características unitárias de cada membro. O princípio da subsidiariedade[1] e a redução das desigualdades, logo, mostram-se como aspectos essenciais
Eficácia institucional e o multilateralismo (2)

Eficácia institucional e o multilateralismo (2)

Irene Rodrigues Gois, Rodrigo Barros de Albuquerque
Por Irene Rodrigues Gois* Rodrigo Barros de Albuquerque** Segundo a perspectiva realista, instituições internacionais são meios utilizados pelos Estados para ampliar seus objetivos, reduzir seus custos e acelerar processos burocráticos. Por uma lógica liberal, todavia, elas são meios de cooperação entre os Estados para garantir que objetivos em comum sejam trabalhados de forma conjunta para que se beneficiem como um todo.  Mas de que forma, seja qual for a perspectiva, as instituições podem garantir que suas metas sejam atendidas de forma eficaz? Estariam esses aspectos dependentes da atuação dos Estados-membros, das suas jurisdições internas e interesses particulares ou ligadas ao processo burocrático da própria instituição? Partindo do pressuposto de que toda organização internaciona
A prática multilateral como gênese das organizações internacionais. (1)

A prática multilateral como gênese das organizações internacionais. (1)

Irene Rodrigues Gois, Rodrigo Barros de Albuquerque
Por Irene Rodrigues Gois* Rodrigo Barros de Albuquerque** O término da guerra fria estimulou o interesse por práticas multilaterais, sobretudo no seio das organizações internacionais. O aumento da relevância de atores internacionais que antes desempenhavam papeis coadjuvantes foi facilitado pela mudança de foco dos temas da agenda internacional, refletindo uma diversificação das agendas de política externa dos Estados. Frente aos desafios impostos pela globalização e à emergência da discussão sobre os bens públicos globais, esta diversificação favoreceu a ampliação das práticas multilaterais. É um equívoco, todavia, acreditar que práticas multilaterais seguem uma linha contínua e uniforme. Elas apresentam formas diferentes, em parte, devido às funções que lhes são designadas pelo dese
Por que estudar teoria dos jogos? Lições de Allison e Zelikow (1999).

Por que estudar teoria dos jogos? Lições de Allison e Zelikow (1999).

Irene Rodrigues Gois, Rodrigo Barros de Albuquerque
Por Irene Rodrigues Gois* Rodrigo Barros de Albuquerque** A teoria dos jogos (TJ) surgiu a partir da teoria da escolha racional e se desenvolveu em diversas áreas, como a economia, a ciência política e as relações internacionais, esta última sendo o principal enfoque deste texto. A TJ utiliza-se de modelos matemáticos que asseguram maior precisão analítica. Através desses modelos - o dilema do prisioneiro, o jogo do galinha e a batalha dos sexos, por exemplo -, busca-se contribuir para a análise estratégica dos eventos que envolvem barganha, antecipando as melhores ações em cada cenário possível. Dada a adoção da perspectiva racional, as decisões consequentes do emprego desses modelos baseiam-se na maximização de resultados por meios que proporcionem menores custos e maiores benefícios