Publicação mensal sobre Relações Internacionais

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Ian Rebouças Batista

Ian Rebouças Batista é Mestrando em Ciência Política (PPGCP/UFRGS) e Bacharel em Relações Internacionais (DRI/UFS). Trabalha em rede com os seguintes grupos: Centro de Estudos sobre a União Europeia (CEURO/UFS), Núcleo de Estudos Políticos e Administrativos (UFRGS) e membro do GT Desenvolvimento Regional e Atores sociais da CLACSO (Méx). Bolsista CAPES. E-mail: reboucas.ian@gmail.com

BRICS e o Futuro da Ordem Global: uma palestra de Oliver Stuenkel

BRICS e o Futuro da Ordem Global: uma palestra de Oliver Stuenkel

Ian Rebouças Batista, Rafael de Moraes Baldrighi
Relato por Ian Rebouças Batista* Rafael de Moraes Baldrighi** Na oportunidade do IV Seminário Internacional de Relações Internacionais (SIRI), realizado em junho na Universidade Federal de Sergipe (UFS), Oliver Stuenkel ministrou uma palestra de lançamento de seu mais novo livro, “BRICS e o Futuro da Ordem Global” (Editora Paz e Terra, 2017). Este texto busca relatar os principais pontos levantados pelo autor durante sua fala, que introduz a temática encontrada no livro. Cumprindo a função de primeira grande publicação que trata exclusivamente dos BRICS, a discussão do livro, para além de apresentar o histórico de aproximação e de formação do grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, foca nas perspectivas futuras para o bloco em uma conjuntura pós década de bonan
O neoliberalismo como agenda ideológica: para onde vai?

O neoliberalismo como agenda ideológica: para onde vai?

Ian Rebouças Batista
Por Ian Rebouças Batista* Ao desbancarem-se como potência unipolar global, entre a década de 1980 e 1990, os Estados Unidos da América sugerem ao Sistema Internacional um pacote de ditames onde o neoliberalismo se caracterizava como a roupagem econômica adequada para a globalização financeira. A operacionalização desses ditames se dá principalmente através do Consenso de Washington e das cartilhas de instituições financeiras internacionais, tal qual o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. É sobre a aparente crise recente deste modelo e os limites da ideologia neoliberal que se interessa este texto, baseado na ameaça de ondas conversadoras, protecionistas e antiglobalização que tomam o centro do sistema financeiro capitalista global. Termo utilizado “mais pelos seus crít
Nem tão longe, nem tão perto: onde buscar as variáveis para análise dos constrangimentos internacionais da América Latina

Nem tão longe, nem tão perto: onde buscar as variáveis para análise dos constrangimentos internacionais da América Latina

Ian Rebouças Batista
Por Ian Rebouças* Que os estudantes e analistas das Relações Internacionais (RI), pela própria natureza da área, relevam a política interna dos Estados em suas análises já é amplamente criticado, quase que por todas as teorias que desafiam o mainstream do campo. Os próprios realistas buscam suprir a ausência desse aspecto com a abordagem neoclássica, proposta por autores como Schweller, Zakaria e Wolfhart. Nessa abordagem, que mantém o núcleo dos pressupostos realistas, desce-se ao nível interno dos Estados para que se estude como são formuladas as Políticas Externas e de que forma isso influencia, portanto, a ação estatal no Sistema Internacional (SI). Contudo, o que este texto propõe é fortalecer a necessidade do campo das RI de ir além nos estudos do âmbito interno. Se não tanto quan

Lattes dos Fracassos: uma aula motivacional

Ian Rebouças Batista, Oleg Komlik
Uma regra fundamental na escrita de um currículo baseia-se no postulado não dito de que se deve omitir qualquer coisa que não saiu como planejada ou que realmente não deu certo. Esse princípio é duplamente válido e relevante quando elaboramos o nosso currículo Lattes. Cada Currículo Lattes é uma festiva celebração e uma lista onde se destacam vitórias e realizações pessoais! Ora, nossa jornada profissional é realmente um caminho feito apenas de sucessos? Ou em alguns momentos e locais houve fracassos e perdas? Sim, claro! Apenas não existem rastros desses momentos ruins no Lattes. Um Professor Assistente de Psicologia e Relações Públicas, na Universidade de Princeton, EUA, Johannes Haushofer, decidiu mostrar que nossas falhas e tropeços “invisíveis” são partes importantes de um caminho s
Novas Guerras: o confronto urbano entre as gangues Barriga e Sujeirinha

Novas Guerras: o confronto urbano entre as gangues Barriga e Sujeirinha

Ian Rebouças Batista, Marcos Américo Vieira
Por Ian Rebouças Batista Marcos Américo Vieira** Em comparação aos tempos de Clausewitz, as guerras já não são mais travadas da mesma forma. Na contemporaneidade, novos atores e novas formas de embate são identificadas, em parte, graças à modificação da estrutura do Estado. O modelo de Estado-nação, importado da Europa para suas colônias, mostra-se o embrião dos conflitos modernos. Segundo Kalevi Holsti (1991), podemos entender as causas das guerras contemporâneas ao analisarmos o nascimento dos Estados e a forma como estes passaram a ser governados. Consequentemente, grande parte dos conflitos contemporâneos é decorrente da inabilidade do Estado em manter a ordem interna e, para além disso, o monopólio da violência (KALDOR, 2013). Dessa forma, os campos de estudo da Segurança Interna
Questões legais no separatismo de sub-regiões na União Europeia

Questões legais no separatismo de sub-regiões na União Europeia

Ian Rebouças Batista
Por Ian Rebouças Batista* Como visto no texto anterior, a maior integração regional na Europa tem incentivado o crescimento de movimentos separatistas que clamam maior autonomia para suas sub-regiões. No presente texto, analisaremos as nuances legais por trás de uma secessão de uma sub-região da União Europeia (UE). É importante frisar que não analisamos aqui a retirada legal do Reino Unido da UE, ou a independência escocesa pós-Brexit. O texto aqui se refere à independência de uma sub-região de um Estado-membro da UE, e como o bloco prevê tal secessão. Para tanto, utilizaremos o exemplo da tentativa escocesa de independência em 2014, quando o Brexit era ainda distante. Contudo, após os levantamentos desse trabalho, é impossível não traçarmos alguns comentários sobre o futuro do caso es
Brexit, Escócia e o processo de integração europeia como catalisador de movimentos separatistas

Brexit, Escócia e o processo de integração europeia como catalisador de movimentos separatistas

Ian Rebouças Batista
Por Ian Rebouças Batista* O Reino Unido votou em 23 de junho, com aproximadamente 52% dos votos da população, pela sua retirada da União Europeia (UE). Como parte da série de textos do Vox Magister que tratam das consequências do Brexit, o presente texto trata da reascensão do movimento separatista escocês, que se fortalece com a integração europeia e que deve reagir à saída do Reino Unido da UE. Em 2014, a vitória do “Não” para o separatismo da Escócia do Reino Unido pareceu pôr fim às aspirações de independência do Partido Nacional Escocês (PNE). A vitória do Brexit nas urnas deve fazer com que Edimburgo reveja o alinhamento com Londres – o que já está sendo tratado abertamente pela primeira ministra escocesa, Nicola Sturgeon. Isso porque, sendo parte do Reino Unido, a saída do RU da
Chile, México e a questão da liderança na Aliança do Pacífico*

Chile, México e a questão da liderança na Aliança do Pacífico*

Ian Rebouças Batista, Israel Roberto Barnabé
Por Ian Rebouças Batista** Israel Roberto Barnabé*** Oficialmente criada em 6 de janeiro de 2012, na IV Cúpula, a Aliança do Pacífico propõe um processo de integração pautado na circulação de bens, serviços, capitais e pessoas e permite também um pacto de projeção global, especialmente com o Sudeste asiático. Os países-membros são: Chile, México, Peru e Colômbia. Os países observadores (alguns já candidatos a membros plenos do bloco) chegam a trinta: Alemanha, Austrália, Canadá, China, Cingapura, Coréia do Sul, Costa Rica, Equador, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Guatemala, Honduras, Holanda, Índia, Israel, Itália, Japão, Marrocos, Nova Zelândia, Panamá, Portugal, Paraguai, República Dominicana, Reino Unido, Turquia, El Salvador, Suíça e Uruguai. A participação do México n