Publicação mensal sobre Relações Internacionais

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Month: February 2017

Política Externa Americana e Segurança Internacional (Parte II) : contenção da China

Política Externa Americana e Segurança Internacional (Parte II) : contenção da China

Elton Gomes dos Reis
O Cenário Asiático: uma delicada relação com a China Em período mais recente a imagem dos EUA na Ásia tem passado por um grande desgaste diante da ascensão da China. O país hegemônico é acusado de não se fazer presente em termos militares na região para garantir importantes aliados como  o Japão, a Coréia do Sul e Taiwan contra os perigos representados pelas ambições chinesas e pelo programa nuclear norte-coreano. Até mesmo países historicamente alinhados com os EUA como as Filipinas mostram um incomum anti-americanismo. Contudo, antes de pensar em lidar com as Filipinas, o novo presidente precisará  definir as linhas diretivas da política externa americana para a China. Trump precisa promover uma cuidadosa avaliação (assumindo que alguém com tal personalidade possa de fato fazer alg
Política Externa Americana e Segurança Internacional (Parte I): balança               de poder Com a Rússia?

Política Externa Americana e Segurança Internacional (Parte I): balança de poder Com a Rússia?

Elton Gomes dos Reis
Por Elton Gomes dos Reis* Contrariando todas as pesquisas o magnata Donald Trump chegou à Casa Branca. A postura do novo governo americano com relação à segurança na Europa e na Ásia é alvo de profundo interesse e preocupação da comunidade internacional.  A política de projeção de poder da Rússia de Putin e o chamado pivô asiático se colocam como temas da mais alta relevância para Washington. Depois de iniciada a gestão, os analistas afirmam que é bastante razoável acreditar que boa parte das promessas de campanha de Trump não possam ser efetivamente cumpridas por não serem factíveis em termos políticos e econômicos[1]. Apesar disso, por tudo o que pôde ser visto durante o tenso processo eleitoral, em nenhuma outra área Donald Trump teve uma opinião tão diferente da política dos Estado
O arrow 3 e seus impactos na política dissuasória israelense

O arrow 3 e seus impactos na política dissuasória israelense

Marco Tulio Delgobbo Freitas, Renato Prado Kloss
Por Marco Tulio Delgobbo Freitas* Renato Prado Kloss** No dia 18 de janeiro de 2017, a força aérea israelense declarou que entrou em operação o seu mais novo sistema de interceptação antimísseis: o Arrow 3. Este novo sistema, propicia uma melhor performance em sua rede de defesa, baseada em multicamadas, contra mísseis balísticos. Projetado para voar o dobro do alcance e com metade do peso do Arrow 2, este novo sistema permite a Israel a consolidação de seu sistema de defesa antimísseis, já testados e aprovados durante a Operação Iron Dome, principalmente contra os mísseis balísticos que possuem a mesma tecnologia do míssil norte-coreano BM-25 Musudan, como é o caso dos mísseis classe Shahab-3 do Irã (DAILY MAIL, 2016). O sistema antimísseis elaborado por Israel é uma resposta para u