Publicação mensal sobre Relações Internacionais

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Month: January 2017

Prostituição internacional e migração: visões divergentes*

Prostituição internacional e migração: visões divergentes*

Laura Melo Araújo
Por Laura Melo Araújo** Com o fim das guerras mundiais e a reconstrução da Europa Ocidental, essa parte do continente se tornou um polo de atração para quem busca trabalho e uma vida melhor, em especial para aqueles que vivem nas ex-colônias europeias. A França, por exemplo, exerce um grande poder de atração para os tunisianos, malianos e senegaleses, assim como a Inglaterra  em relação aos indianos. A temática da migração, entretanto, possui várias nuances. Ao levar em conta a questão de gênero, o artigo Migrants in the Mistress’s House: Other Voices in the “Trafficking” Debate (Agustín 2010) discute o fluxo migratório ligado à prostituição, em que  mulheres de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento migram para países onde podem melhorar a qualidade de vida de suas famílias e d
O superpresidencialismo na Rússia de Putin

O superpresidencialismo na Rússia de Putin

Antonio Henrique Lucena Silva, Maria Eduarda Buonafina Franco Dourado
Por Maria Eduarda Buonafina Franco Dourado* Antonio Henrique Lucena Silva**    Introdução O modelo de governo autoritário do atual presidente Vladimir Putin em um sistema que, em teoria, é classificado como democrático, tem se apoiado na Constituição Russa de 1993. Sua principal característica é a hierarquização do poder, sendo o executivo como principal detentor do nível mais alto. O presidente, através dos seus poderes, tem criado mecanismos que o permite obter controle das instituições democráticas do país. O país russo vêm enfrentando uma crise democrática após a entrada de Putin no poder, em que os mecanismos democráticos estão sendo constantemente controlados no seu interior pelo poder executivo. Observando as últimas eleições desde a entrada de Putin no governo até as eleições
A mulher nas missões de paz da ONU

A mulher nas missões de paz da ONU

Rodrigo Pedrosa
*Por Rodrigo Pedrosa Entre os vários âmbitos da vida internacional em que as questões de gênero têm gerado reflexões e mudanças, especialmente a partir da década de 1990, as missões de paz das Nações Unidas revelaram-se terreno fértil para pesquisadores abordarem as relações masculinidade/feminilidade. Tradicionalmente, as forças armadas são observadas e conduzidas como uma instituição masculina. Assim, enquadram-se nas chamadas gendered organizations, expressão que explicita a predominância de um gênero na estrutura e hierarquia da organização enfocada. Outra acepção do termo, mais profunda e completa, permite perceber que os discursos, valores e práticas de uma organização caracterizada como gendered estão lastreados, simbólica e ideologicamente, em determinado gênero. No contexto d